quinta-feira, 28 de julho de 2011

Não me apercebo


Não me apercebo em meio à multidão,
existência cognitiva,
por vezes interativa,
sem ao menos uma interjeição.

Paradoxo conciso,
para se relevar,
até mesmo impreciso,
difícil de explicar.

Por vezes encontro-me perdido,
no que a sociedade tem por coesão,
não que tenha-me esquecido,
de minha fundamental função.

Não serei igual ao demais,
pela simples aceitação,
o que nos diferencia dos animais irracionais,
é a forma de interagir e a liberdade de expressão.

Confrontada no litígio conseguinte,
rotulação arbitraria,
que nos restringem,
de formas contrarias.

Não mudarei quem sou,
não esconderei que fui,
sou um alguém que muitos sonhos possui,
e que por eles muitas lágrimas já derramou.

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