sábado, 25 de junho de 2011

A pedra


Sou um ser insensível,
para muitos imperceptível

Passam por mim e não dão valor,
só porque nunca tive um amor.

Usam-me quando bem entendem,
mas não me compreendem.

Não tenho o mínimo valor,
não aceito quem sou.

Nunca deixei uma lagrima cair,
tão pouco sei o que é sentir.

Amar, gostar ou sofrer,
igual a mim ninguém precisa ser.

Reclamam se esbarram em mim,
comigo sempre foi assim.

Nunca tive nenhum amigo,
que me acolhesse ou desse abrigo.

Não reclamo, pois bem sei,
faço o melhor que posso.

É sou um ser inanimado,
ser sem vida.

Tenho coração de pedra,
pois como tal pedra sou.

Mais posso me transformar,
fazer parte de algo maior.

Por menor que eu seja,
sem mim o mundo não seria assim.

Por mais que se esqueça de mim,
de você lembrarei onde quer que eu esteja.

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